#07. Sinestesia: enxergando sons, ouvindo cores
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#07. Sinestesia: enxergando sons, ouvindo cores
Por Rafael Zambiazzi • 11 de Dezembro de 2025
Por Rafael Zambiazzi • 11 de Dezembro de 2025
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Por Rafael Zambiazzi
11 de Dezembro de 2025
Por Rafael Zambiazzi
11 de Dezembro de 2025
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11 de Dezembro de 2025
Há relatos que quando o pintor russo Wassily Kandinsky ouviu pela primeira vez uma performance da ópera "Lohengrin” de Richard Wagner, a música evocou poderosas imagens em sua mente.
Essa experiência de Kandinsky pode ter sido o resultado de um fenômeno neurológico conhecido como sinestesia.
Há relatos que quando o pintor russo Wassily Kandinsky ouviu pela primeira vez uma performance da ópera "Lohengrin” de Richard Wagner, a música evocou poderosas imagens em sua mente.
Essa experiência de Kandinsky pode ter sido o resultado de um fenômeno neurológico conhecido como sinestesia.
Há relatos que quando o pintor russo Wassily Kandinsky ouviu pela primeira vez uma performance da ópera "Lohengrin” de Richard Wagner, a música evocou poderosas imagens em sua mente.
Essa experiência de Kandinsky pode ter sido o resultado de um fenômeno neurológico conhecido como sinestesia.
01. O que é sinestesia?
01. O que é sinestesia?
01. O que é sinestesia?
Ocorrendo em aproximadamente 4% da população, a sinestesia é uma condição neurológica na qual um dos cinco sentidos se confunde com outro. Como por exemplo:
- Grafema-cor: ver letras e números na forma de cores
- Auditiva-tátil: sentir sons
- Léxico-gustativa: saborear palavras
- Espelho-toque: sentir o que vê
Entre muitas outras formas de sinestesia.
A cromoestesia, o tipo de sinestesia que relaciona sons com cores que possivelmente Wassily Kandinsky possuía, o teria permitido ouvir suas pinturas com cada cor e forma carregando um som, volume e tom específico.
Ocorrendo em aproximadamente 4% da população, a sinestesia é uma condição neurológica na qual um dos cinco sentidos se confunde com outro. Como por exemplo:
- Grafema-cor: ver letras e números na forma de cores
- Auditiva-tátil: sentir sons
- Léxico-gustativa: saborear palavras
- Espelho-toque: sentir o que vê
Entre muitas outras formas de sinestesia.
A cromoestesia, o tipo de sinestesia que relaciona sons com cores que possivelmente Wassily Kandinsky possuía, o teria permitido ouvir suas pinturas com cada cor e forma carregando um som, volume e tom específico.
Ocorrendo em aproximadamente 4% da população, a sinestesia é uma condição neurológica na qual um dos cinco sentidos se confunde com outro. Como por exemplo:
- Grafema-cor: ver letras e números na forma de cores
- Auditiva-tátil: sentir sons
- Léxico-gustativa: saborear palavras
- Espelho-toque: sentir o que vê
Entre muitas outras formas de sinestesia.
A cromoestesia, o tipo de sinestesia que relaciona sons com cores que possivelmente Wassily Kandinsky possuía, o teria permitido ouvir suas pinturas com cada cor e forma carregando um som, volume e tom específico.
Em 1911, depois de estudar e se estabelecer na Alemanha, Kandinsky foi tocado, assim como na ópera de Wagner, por um concerto de Arnold Schoenberg das 3 peças para piano do Op. 11 e terminou de pintar o seu quadro “Impressão III (Konzert)” dois dias depois. Esse quadro nos indica também que rumo sua arte caminhava, “A arte abstrata”, não à toa, é pioneiro desse tipo de expressão artística.
Em 1911, depois de estudar e se estabelecer na Alemanha, Kandinsky foi tocado, assim como na ópera de Wagner, por um concerto de Arnold Schoenberg das 3 peças para piano do Op. 11 e terminou de pintar o seu quadro “Impressão III (Konzert)” dois dias depois. Esse quadro nos indica também que rumo sua arte caminhava, “A arte abstrata”, não à toa, é pioneiro desse tipo de expressão artística.
Em 1911, depois de estudar e se estabelecer na Alemanha, Kandinsky foi tocado, assim como na ópera de Wagner, por um concerto de Arnold Schoenberg das 3 peças para piano do Op. 11 e terminou de pintar o seu quadro “Impressão III (Konzert)” dois dias depois. Esse quadro nos indica também que rumo sua arte caminhava, “A arte abstrata”, não à toa, é pioneiro desse tipo de expressão artística.
Assim como Kandinsky, compositores com esta condição neurológica, utilizaram da sinestesia para a criação da sua arte. Temos relato de Franz Liszt dizendo para sua orquestra:
“Senhores, um pouco mais azulado por favor, esta música requer isso”
Ou…
“Isso é um violeta intenso, por favor, não tão rosa!”
Inicialmente, a orquestra acreditou que Liszt estava apenas brincando, mas na realidade Liszt enxergava cores na música.
Há muitos outros compositores que supostamente eram sinestésicos, como: Rimsky-Korsakov, György Ligeti, Duke Ellington, contudo, daremos um enfoque maior nos que realmente possuem diversos materiais falando a respeito de como relacionavam suas composições com cores, que nesse caso seriam: Olivier Messiaen e Alexander Scriabin.
Assim como Kandinsky, compositores com esta condição neurológica, utilizaram da sinestesia para a criação da sua arte. Temos relato de Franz Liszt dizendo para sua orquestra:
“Senhores, um pouco mais azulado por favor, esta música requer isso”
Ou…
“Isso é um violeta intenso, por favor, não tão rosa!”
Inicialmente, a orquestra acreditou que Liszt estava apenas brincando, mas na realidade Liszt enxergava cores na música.
Há muitos outros compositores que supostamente eram sinestésicos, como: Rimsky-Korsakov, György Ligeti, Duke Ellington, contudo, daremos um enfoque maior nos que realmente possuem diversos materiais falando a respeito de como relacionavam suas composições com cores, que nesse caso seriam: Olivier Messiaen e Alexander Scriabin.
Assim como Kandinsky, compositores com esta condição neurológica, utilizaram da sinestesia para a criação da sua arte. Temos relato de Franz Liszt dizendo para sua orquestra:
“Senhores, um pouco mais azulado por favor, esta música requer isso”
Ou…
“Isso é um violeta intenso, por favor, não tão rosa!”
Inicialmente, a orquestra acreditou que Liszt estava apenas brincando, mas na realidade Liszt enxergava cores na música.
Há muitos outros compositores que supostamente eram sinestésicos, como: Rimsky-Korsakov, György Ligeti, Duke Ellington, contudo, daremos um enfoque maior nos que realmente possuem diversos materiais falando a respeito de como relacionavam suas composições com cores, que nesse caso seriam: Olivier Messiaen e Alexander Scriabin.
02. Olivier Messiaen
02. Olivier Messiaen
02. Olivier Messiaen
Olivier Messiaen nasceu em 10 de dezembro de 1908 em Avignon, na França. Era organista da Igreja da Santa Trindade de Paris e foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, da prisão que surgiu uma das suas obras mais conhecidas, o "Quarteto para o fim dos tempos", para os quatros instrumentos lá disponíveis: piano, violino, violoncelo e clarinete.
Nesta peça o pianista é instruído a buscar acordes “azul-laranja”, por mais ambíguo que isso possa parecer, na mente de Messiaen os sons deveriam se relacionar intimamente com as cores.
“…Eu percebi que relaciono sons com cores, mas intelectualmente, não com os olhos.”
“…Na verdade, quando escuto música, eu sempre vejo complexos de cores em minha mente que se combinam com os complexos sonoros.”
Olivier Messiaen
Traité de rythme, de couleur, et d’ornithology
Olivier Messiaen nasceu em 10 de dezembro de 1908 em Avignon, na França. Era organista da Igreja da Santa Trindade de Paris e foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, da prisão que surgiu uma das suas obras mais conhecidas, o "Quarteto para o fim dos tempos", para os quatros instrumentos lá disponíveis: piano, violino, violoncelo e clarinete.
Nesta peça o pianista é instruído a buscar acordes “azul-laranja”, por mais ambíguo que isso possa parecer, na mente de Messiaen os sons deveriam se relacionar intimamente com as cores.
“…Eu percebi que relaciono sons com cores, mas intelectualmente, não com os olhos.”
“…Na verdade, quando escuto música, eu sempre vejo complexos de cores em minha mente que se combinam com os complexos sonoros.”
Olivier Messiaen
Traité de rythme, de couleur, et d’ornithology
Olivier Messiaen nasceu em 10 de dezembro de 1908 em Avignon, na França. Era organista da Igreja da Santa Trindade de Paris e foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, da prisão que surgiu uma das suas obras mais conhecidas, o "Quarteto para o fim dos tempos", para os quatros instrumentos lá disponíveis: piano, violino, violoncelo e clarinete.
Nesta peça o pianista é instruído a buscar acordes “azul-laranja”, por mais ambíguo que isso possa parecer, na mente de Messiaen os sons deveriam se relacionar intimamente com as cores.
“…Eu percebi que relaciono sons com cores, mas intelectualmente, não com os olhos.”
“…Na verdade, quando escuto música, eu sempre vejo complexos de cores em minha mente que se combinam com os complexos sonoros.”
Olivier Messiaen
Traité de rythme, de couleur, et d’ornithology
Uma outra música sua rica em aspectos sinestésicos é a sinfonia Turangalîla, uma obra orquestral de 10 movimentos, repleta de texturas, densidades, matizes, sensações únicas, um lindo e grandioso quadro pintado com o timbre dos instrumentos.
Sua instrumentação é bem única, acompanhando a orquestra ainda temos: um piano, um glockenspiel, uma celesta, um carrilhão de orquestra, tam tam e o mais inusitado de todos, as ondas Martenot, um instrumento de teclas eletrônico que é capaz de fazer uma espécie de vibrato.
Uma outra música sua rica em aspectos sinestésicos é a sinfonia Turangalîla, uma obra orquestral de 10 movimentos, repleta de texturas, densidades, matizes, sensações únicas, um lindo e grandioso quadro pintado com o timbre dos instrumentos.
Sua instrumentação é bem única, acompanhando a orquestra ainda temos: um piano, um glockenspiel, uma celesta, um carrilhão de orquestra, tam tam e o mais inusitado de todos, as ondas Martenot, um instrumento de teclas eletrônico que é capaz de fazer uma espécie de vibrato.
Uma outra música sua rica em aspectos sinestésicos é a sinfonia Turangalîla, uma obra orquestral de 10 movimentos, repleta de texturas, densidades, matizes, sensações únicas, um lindo e grandioso quadro pintado com o timbre dos instrumentos.
Sua instrumentação é bem única, acompanhando a orquestra ainda temos: um piano, um glockenspiel, uma celesta, um carrilhão de orquestra, tam tam e o mais inusitado de todos, as ondas Martenot, um instrumento de teclas eletrônico que é capaz de fazer uma espécie de vibrato.
Turangalîla é uma palavra em sânscrito e assim como qualquer termo pertencente a uma língua oriental antiga, é muito rica em significados. Quer dizer ao mesmo tempo: canto de amor, hino a alegria, tempos, movimento, ritmo, vida e morte.
Nesta sinfonia, Messiaen utiliza escalas exóticas (algo comum em sua música), algumas ele mesmo criou e as denominou de “modos de transposição limitada”, elas seguem critérios específicos relativos à sua simetria, por exemplo o seu segundo modo, também conhecido como, escala octatônica que segue a ordem simétrica de intervalos de: semitom, tom, semitom, tom, semitom, tom, semitom, tom.
Os seus modos levam este nome pelo fato de que não é possível transpô-los para todas as 12 notas de uma oitava, pois em uma determinada transposição a escala terá exatamente todas as mesmas notas do que em outra, ou seja, transposições limitadas.
Ele descreveu esta simetria dos seus modos que limitam as possibilidades do compositor mas que realçam as possibilidades combinatórias de:
“O Charme das impossibilidades”
Olivier Messiaen
Technique de mon langage musical
Se não bastasse seus próprios modos, ele tinha suas próprias denominações de acordes que além de criar um rico efeito sonoro, sua mente era tomada por cores e formas.
Sem falar da sua obsessão por pássaros e como o canto deles influenciava a melodia de suas músicas, até mesmo na sinfonia Turangalîla é possível notar a utilização de passagens que remetem ao canto de passáros no quinto movimento.
Turangalîla é uma palavra em sânscrito e assim como qualquer termo pertencente a uma língua oriental antiga, é muito rica em significados. Quer dizer ao mesmo tempo: canto de amor, hino a alegria, tempos, movimento, ritmo, vida e morte.
Nesta sinfonia, Messiaen utiliza escalas exóticas (algo comum em sua música), algumas ele mesmo criou e as denominou de “modos de transposição limitada”, elas seguem critérios específicos relativos à sua simetria, por exemplo o seu segundo modo, também conhecido como, escala octatônica que segue a ordem simétrica de intervalos de: semitom, tom, semitom, tom, semitom, tom, semitom, tom.
Os seus modos levam este nome pelo fato de que não é possível transpô-los para todas as 12 notas de uma oitava, pois em uma determinada transposição a escala terá exatamente todas as mesmas notas do que em outra, ou seja, transposições limitadas.
Ele descreveu esta simetria dos seus modos que limitam as possibilidades do compositor mas que realçam as possibilidades combinatórias de:
“O Charme das impossibilidades”
Olivier Messiaen
Technique de mon langage musical
Se não bastasse seus próprios modos, ele tinha suas próprias denominações de acordes que além de criar um rico efeito sonoro, sua mente era tomada por cores e formas.
Sem falar da sua obsessão por pássaros e como o canto deles influenciava a melodia de suas músicas, até mesmo na sinfonia Turangalîla é possível notar a utilização de passagens que remetem ao canto de passáros no quinto movimento.
Turangalîla é uma palavra em sânscrito e assim como qualquer termo pertencente a uma língua oriental antiga, é muito rica em significados. Quer dizer ao mesmo tempo: canto de amor, hino a alegria, tempos, movimento, ritmo, vida e morte.
Nesta sinfonia, Messiaen utiliza escalas exóticas (algo comum em sua música), algumas ele mesmo criou e as denominou de “modos de transposição limitada”, elas seguem critérios específicos relativos à sua simetria, por exemplo o seu segundo modo, também conhecido como, escala octatônica que segue a ordem simétrica de intervalos de: semitom, tom, semitom, tom, semitom, tom, semitom, tom.
Os seus modos levam este nome pelo fato de que não é possível transpô-los para todas as 12 notas de uma oitava, pois em uma determinada transposição a escala terá exatamente todas as mesmas notas do que em outra, ou seja, transposições limitadas.
Ele descreveu esta simetria dos seus modos que limitam as possibilidades do compositor mas que realçam as possibilidades combinatórias de:
“O Charme das impossibilidades”
Olivier Messiaen
Technique de mon langage musical
Se não bastasse seus próprios modos, ele tinha suas próprias denominações de acordes que além de criar um rico efeito sonoro, sua mente era tomada por cores e formas.
Sem falar da sua obsessão por pássaros e como o canto deles influenciava a melodia de suas músicas, até mesmo na sinfonia Turangalîla é possível notar a utilização de passagens que remetem ao canto de passáros no quinto movimento.
03. Alexander Scriabin
03. Alexander Scriabin
03. Alexander Scriabin
Nascido em Moscou no dia 6 de janeiro de 1872, Alexander Scriabin tinha um pé no romantismo e outro no modernismo. Com obras românticas repleto de inspiração na linguagem musical chopiniana até o rompimento com o tonalismo.
O senso de sinestesia em Scriabin era realmente muito forte e foi de grande importância para alcançar novas sonoridades em suas composições, todavia, além da sinestesia um outro fator influenciou imensamente as suas obras, a sua relação com o místico.
Em 1905, em sua estadia em Bruxelas, ele conheceu Helena Blavatsky, a fundadora da sociedade teosófica. A teosofia refere-se a um conjunto de doutrinas que tem como objetivo a busca pela sabedoria divina e a compreensão das leis universais, com raízes em filosofias orientais, ocultismo, espiritualismo, pensadores da Grécia Antiga, entre outras.
Chegou a um ponto que Scriabin estava formulando sua própria doutrina, em seus cadernos de anotações podemos encontrar alguns dos seus desenhos que ilustram seu entendimento sobre o universo:
Nascido em Moscou no dia 6 de janeiro de 1872, Alexander Scriabin tinha um pé no romantismo e outro no modernismo. Com obras românticas repleto de inspiração na linguagem musical chopiniana até o rompimento com o tonalismo.
O senso de sinestesia em Scriabin era realmente muito forte e foi de grande importância para alcançar novas sonoridades em suas composições, todavia, além da sinestesia um outro fator influenciou imensamente as suas obras, a sua relação com o místico.
Em 1905, em sua estadia em Bruxelas, ele conheceu Helena Blavatsky, a fundadora da sociedade teosófica. A teosofia refere-se a um conjunto de doutrinas que tem como objetivo a busca pela sabedoria divina e a compreensão das leis universais, com raízes em filosofias orientais, ocultismo, espiritualismo, pensadores da Grécia Antiga, entre outras.
Chegou a um ponto que Scriabin estava formulando sua própria doutrina, em seus cadernos de anotações podemos encontrar alguns dos seus desenhos que ilustram seu entendimento sobre o universo:
Nascido em Moscou no dia 6 de janeiro de 1872, Alexander Scriabin tinha um pé no romantismo e outro no modernismo. Com obras românticas repleto de inspiração na linguagem musical chopiniana até o rompimento com o tonalismo.
O senso de sinestesia em Scriabin era realmente muito forte e foi de grande importância para alcançar novas sonoridades em suas composições, todavia, além da sinestesia um outro fator influenciou imensamente as suas obras, a sua relação com o místico.
Em 1905, em sua estadia em Bruxelas, ele conheceu Helena Blavatsky, a fundadora da sociedade teosófica. A teosofia refere-se a um conjunto de doutrinas que tem como objetivo a busca pela sabedoria divina e a compreensão das leis universais, com raízes em filosofias orientais, ocultismo, espiritualismo, pensadores da Grécia Antiga, entre outras.
Chegou a um ponto que Scriabin estava formulando sua própria doutrina, em seus cadernos de anotações podemos encontrar alguns dos seus desenhos que ilustram seu entendimento sobre o universo:
Scriabin acreditava que a música não era apenas uma expressão artística, mas também, um meio de promover a elevação espiritual.
É notório o uso do seu misticismo e a sinestesia em seu poema sinfônico, “Prometheus: O Poema do Fogo”. Uma obra orquestral conhecida pelo acorde que foi base para esta composição, o acorde místico:
Scriabin acreditava que a música não era apenas uma expressão artística, mas também, um meio de promover a elevação espiritual.
É notório o uso do seu misticismo e a sinestesia em seu poema sinfônico, “Prometheus: O Poema do Fogo”. Uma obra orquestral conhecida pelo acorde que foi base para esta composição, o acorde místico:
Scriabin acreditava que a música não era apenas uma expressão artística, mas também, um meio de promover a elevação espiritual.
É notório o uso do seu misticismo e a sinestesia em seu poema sinfônico, “Prometheus: O Poema do Fogo”. Uma obra orquestral conhecida pelo acorde que foi base para esta composição, o acorde místico:
Mas o que mais chama a atenção nesta peça é que, além da partitura para os instrumentos musicais, Scriabin escreveu para luzes, com indicação das cores que deveriam ser exibidas durante a execução da obra.
Prometheus tinha a intenção de fornecer uma experiência sinestésica, uma música onde apenas o auditivo não era o suficiente. Para a compreensão total da peça, era necessário misturar diferentes sentidos.
Porém, Scriabin não chegou a vê-la sendo executada como foi idealizada, a tecnologia da época não era o suficiente para o que queria. Ele chegou até a encomendar de um amigo um teclado especial que projetasse luzes coloridas, contudo, o resultado não foi satisfatório.
Mas o que mais chama a atenção nesta peça é que, além da partitura para os instrumentos musicais, Scriabin escreveu para luzes, com indicação das cores que deveriam ser exibidas durante a execução da obra.
Prometheus tinha a intenção de fornecer uma experiência sinestésica, uma música onde apenas o auditivo não era o suficiente. Para a compreensão total da peça, era necessário misturar diferentes sentidos.
Porém, Scriabin não chegou a vê-la sendo executada como foi idealizada, a tecnologia da época não era o suficiente para o que queria. Ele chegou até a encomendar de um amigo um teclado especial que projetasse luzes coloridas, contudo, o resultado não foi satisfatório.
Mas o que mais chama a atenção nesta peça é que, além da partitura para os instrumentos musicais, Scriabin escreveu para luzes, com indicação das cores que deveriam ser exibidas durante a execução da obra.
Prometheus tinha a intenção de fornecer uma experiência sinestésica, uma música onde apenas o auditivo não era o suficiente. Para a compreensão total da peça, era necessário misturar diferentes sentidos.
Porém, Scriabin não chegou a vê-la sendo executada como foi idealizada, a tecnologia da época não era o suficiente para o que queria. Ele chegou até a encomendar de um amigo um teclado especial que projetasse luzes coloridas, contudo, o resultado não foi satisfatório.
Conclusão
Conclusão
Conclusão
Enfim, acho que deu de loucuras sinestésicas por hoje.
Recomendamos fortemente que escute os exemplos aqui citados, mas com uma mente aberta para novas sonoridades, afinal, os compositores, além dos sons, estavam escutando cores.
Se interessou pelo assunto? Então dá uma olhada nesse vídeo:
Enfim, acho que deu de loucuras sinestésicas por hoje.
Recomendamos fortemente que escute os exemplos aqui citados, mas com uma mente aberta para novas sonoridades, afinal, os compositores, além dos sons, estavam escutando cores.
Se interessou pelo assunto? Então dá uma olhada nesse vídeo:
Enfim, acho que deu de loucuras sinestésicas por hoje.
Recomendamos fortemente que escute os exemplos aqui citados, mas com uma mente aberta para novas sonoridades, afinal, os compositores, além dos sons, estavam escutando cores.
Se interessou pelo assunto? Então dá uma olhada nesse vídeo:
Muito obrigado pela sua atenção,
Até a próxima!
Muito obrigado pela sua atenção,
Até a próxima!
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Escrito por
Rafael Zambiazzi
Escrito por
Rafael Zambiazzi
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Rafael Zambiazzi
Compositor e pianista, é responsável pela criação e produção de trilhas sonoras exibidas em salas de cinema de todo país.
Compositor e pianista, é responsável pela criação e produção de trilhas sonoras exibidas em salas de cinema de todo país.
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