#13. Grandes parcerias da trilha sonora no Cinema

#13. Grandes parcerias da trilha sonora no Cinema

#13. Grandes parcerias da trilha sonora no Cinema

Por Lex Bastos  26 de Março de 2026

Por Lex Bastos  26 de Março de 2026

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Por Lex Bastos

26 de Março de 2026

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26 de Março de 2026

Por Lex Bastos

26 de Março de 2026

Que a música é um elemento importantíssimo na construção de um filme é indiscutível – principalmente pra você que está lendo este texto em um site sobre trilha sonora. E se olharmos para os grandes filmes e trilhas das últimas décadas, podemos perceber que essa relevância tem se traduzido na consolidação de grandes parcerias entre compositores e diretores. Como referência, somente no Oscar de 2026, quatro das cinco indicações a Melhor Trilha Sonora Original foram fruto de parcerias de longa data – incluindo o vencedor, “Pecadores”.

Que a música é um elemento importantíssimo na construção de um filme é indiscutível – principalmente pra você que está lendo este texto em um site sobre trilha sonora. E se olharmos para os grandes filmes e trilhas das últimas décadas, podemos perceber que essa relevância tem se traduzido na consolidação de grandes parcerias entre compositores e diretores. Como referência, somente no Oscar de 2026, quatro das cinco indicações a Melhor Trilha Sonora Original foram fruto de parcerias de longa data – incluindo o vencedor, “Pecadores”.

Que a música é um elemento importantíssimo na construção de um filme é indiscutível – principalmente pra você que está lendo este texto em um site sobre trilha sonora. E se olharmos para os grandes filmes e trilhas das últimas décadas, podemos perceber que essa relevância tem se traduzido na consolidação de grandes parcerias entre compositores e diretores. Como referência, somente no Oscar de 2026, quatro das cinco indicações a Melhor Trilha Sonora Original foram fruto de parcerias de longa data – incluindo o vencedor, “Pecadores”.

A música no Cinema

A música no Cinema

A música no Cinema

O Cinema, desde suas origens nos filmes mudos, se estabeleceu como uma experiência e expressão audiovisual. Embora tenha sido bem aceito pelo público desde o início, a contradição entre as imagens em movimento e o absoluto silêncio que as acompanhava, cortado somente pelos sons do próprio público e do projetor, causava estranheza. Não demorou para que músicos, geralmente pianistas mas ocasionalmente orquestras completas, começassem a acompanhar as apresentações. Assim, a função psicológica da música, e não apenas técnica, foi sendo refinada rapidamente.


Coletâneas de músicas para gêneros determinados começaram a ser criadas e logo surgiram as primeiras trilhas musicais compostas para filmes específicos. Mas foi após a invenção do Vitaphone – que permitia a sincronização completa entre imagem e som – e do lançamento de “O Cantor de Jazz” (1927), considerado o primeiro filme sonoro, que o caminho efetivamente se abriu para compositores se especializarem cada vez mais em música para cinema. Assim, os primeiros grandes nomes começaram a surgir, como Max Steiner, de “King Kong” (1933), “...E O Vento Levou” (1939) e “Casablanca” (1942); e Alfred Newman, de “O Morro dos Ventos Uivantes” (1939) e “A Conquista do Oeste” (1962).



É aqui também que vemos as primeiras grandes parcerias entre diretores e compositores surgirem. Em Hollywood, temos a colaboração entre John Ford e Max Steiner, iniciada já em 1934 com A Patrulha Perdida, que ajudou a definir o tom emocional e a narrativa dramática do cinema clássico. Também digna de nota mas talvez não tão conhecida é a parceria no cinema soviético entre Sergei Eisenstein e Sergei Prokofiev: mais do que contribuir na atmosfera do filme, aqui a música era vista como elemento estruturante do ritmo da obra, com o tempo do corte da edição sendo sincronizado meticulosamente com a partitura. Frequentemente, Prokofiev compunha primeiro a música e só depois Eisenstein filmava e editava, seguindo o andamento da composição, como pode ser observado em Alexandre Nevsky (1938).

O Cinema, desde suas origens nos filmes mudos, se estabeleceu como uma experiência e expressão audiovisual. Embora tenha sido bem aceito pelo público desde o início, a contradição entre as imagens em movimento e o absoluto silêncio que as acompanhava, cortado somente pelos sons do próprio público e do projetor, causava estranheza. Não demorou para que músicos, geralmente pianistas mas ocasionalmente orquestras completas, começassem a acompanhar as apresentações. Assim, a função psicológica da música, e não apenas técnica, foi sendo refinada rapidamente.


Coletâneas de músicas para gêneros determinados começaram a ser criadas e logo surgiram as primeiras trilhas musicais compostas para filmes específicos. Mas foi após a invenção do Vitaphone – que permitia a sincronização completa entre imagem e som – e do lançamento de “O Cantor de Jazz” (1927), considerado o primeiro filme sonoro, que o caminho efetivamente se abriu para compositores se especializarem cada vez mais em música para cinema. Assim, os primeiros grandes nomes começaram a surgir, como Max Steiner, de “King Kong” (1933), “...E O Vento Levou” (1939) e “Casablanca” (1942); e Alfred Newman, de “O Morro dos Ventos Uivantes” (1939) e “A Conquista do Oeste” (1962).



É aqui também que vemos as primeiras grandes parcerias entre diretores e compositores surgirem. Em Hollywood, temos a colaboração entre John Ford e Max Steiner, iniciada já em 1934 com A Patrulha Perdida, que ajudou a definir o tom emocional e a narrativa dramática do cinema clássico. Também digna de nota mas talvez não tão conhecida é a parceria no cinema soviético entre Sergei Eisenstein e Sergei Prokofiev: mais do que contribuir na atmosfera do filme, aqui a música era vista como elemento estruturante do ritmo da obra, com o tempo do corte da edição sendo sincronizado meticulosamente com a partitura. Frequentemente, Prokofiev compunha primeiro a música e só depois Eisenstein filmava e editava, seguindo o andamento da composição, como pode ser observado em Alexandre Nevsky (1938).

O Cinema, desde suas origens nos filmes mudos, se estabeleceu como uma experiência e expressão audiovisual. Embora tenha sido bem aceito pelo público desde o início, a contradição entre as imagens em movimento e o absoluto silêncio que as acompanhava, cortado somente pelos sons do próprio público e do projetor, causava estranheza. Não demorou para que músicos, geralmente pianistas mas ocasionalmente orquestras completas, começassem a acompanhar as apresentações. Assim, a função psicológica da música, e não apenas técnica, foi sendo refinada rapidamente.


Coletâneas de músicas para gêneros determinados começaram a ser criadas e logo surgiram as primeiras trilhas musicais compostas para filmes específicos. Mas foi após a invenção do Vitaphone – que permitia a sincronização completa entre imagem e som – e do lançamento de “O Cantor de Jazz” (1927), considerado o primeiro filme sonoro, que o caminho efetivamente se abriu para compositores se especializarem cada vez mais em música para cinema. Assim, os primeiros grandes nomes começaram a surgir, como Max Steiner, de “King Kong” (1933), “...E O Vento Levou” (1939) e “Casablanca” (1942); e Alfred Newman, de “O Morro dos Ventos Uivantes” (1939) e “A Conquista do Oeste” (1962).



É aqui também que vemos as primeiras grandes parcerias entre diretores e compositores surgirem. Em Hollywood, temos a colaboração entre John Ford e Max Steiner, iniciada já em 1934 com A Patrulha Perdida, que ajudou a definir o tom emocional e a narrativa dramática do cinema clássico. Também digna de nota mas talvez não tão conhecida é a parceria no cinema soviético entre Sergei Eisenstein e Sergei Prokofiev: mais do que contribuir na atmosfera do filme, aqui a música era vista como elemento estruturante do ritmo da obra, com o tempo do corte da edição sendo sincronizado meticulosamente com a partitura. Frequentemente, Prokofiev compunha primeiro a música e só depois Eisenstein filmava e editava, seguindo o andamento da composição, como pode ser observado em Alexandre Nevsky (1938).

Grandes parcerias

Grandes parcerias

Grandes parcerias

Ann Hornaday, no seu excelente livro “Como Falar Sobre Cinema” ressalta que pensar nestas colaborações é “compreender o papel fundamental que a música tem na construção de um universo imaginário imersivo”. Cada vez mais, vemos diretores buscando alguém que facilite a transição de suas ideias para a tela, pois nem sempre é tão fácil a comunicação entre artistas de diferentes áreas – dizer que gostaria que uma determinada cena fosse mais quente pode ter conotações completamente distintas!


Certas duplas tornaram-se tão indissociáveis que é impossível pensar na filmografia de um sem a sonoridade do outro, enquanto outras vêm se consolidando com muito destaque nos últimos anos. Vamos ver algumas delas:

Ann Hornaday, no seu excelente livro “Como Falar Sobre Cinema” ressalta que pensar nestas colaborações é “compreender o papel fundamental que a música tem na construção de um universo imaginário imersivo”. Cada vez mais, vemos diretores buscando alguém que facilite a transição de suas ideias para a tela, pois nem sempre é tão fácil a comunicação entre artistas de diferentes áreas – dizer que gostaria que uma determinada cena fosse mais quente pode ter conotações completamente distintas!


Certas duplas tornaram-se tão indissociáveis que é impossível pensar na filmografia de um sem a sonoridade do outro, enquanto outras vêm se consolidando com muito destaque nos últimos anos. Vamos ver algumas delas:

Ann Hornaday, no seu excelente livro “Como Falar Sobre Cinema” ressalta que pensar nestas colaborações é “compreender o papel fundamental que a música tem na construção de um universo imaginário imersivo”. Cada vez mais, vemos diretores buscando alguém que facilite a transição de suas ideias para a tela, pois nem sempre é tão fácil a comunicação entre artistas de diferentes áreas – dizer que gostaria que uma determinada cena fosse mais quente pode ter conotações completamente distintas!


Certas duplas tornaram-se tão indissociáveis que é impossível pensar na filmografia de um sem a sonoridade do outro, enquanto outras vêm se consolidando com muito destaque nos últimos anos. Vamos ver algumas delas:

01. Alfred Hitchcock e Bernard Herrmann

01. Alfred Hitchcock e Bernard Herrmann

01. Alfred Hitchcock e Bernard Herrmann

Responsáveis por redefinir o suspense no cinema. Herrmann não buscava apenas melodias, mas texturas sonoras que revelassem o estado psicológico dos personagens, como os ataques de cordas em Psicose (1960).

Responsáveis por redefinir o suspense no cinema. Herrmann não buscava apenas melodias, mas texturas sonoras que revelassem o estado psicológico dos personagens, como os ataques de cordas em Psicose (1960).

Responsáveis por redefinir o suspense no cinema. Herrmann não buscava apenas melodias, mas texturas sonoras que revelassem o estado psicológico dos personagens, como os ataques de cordas em Psicose (1960).

02. Steven Spielberg e John Williams

02. Steven Spielberg e John Williams

02. Steven Spielberg e John Williams

Talvez a parceria mais famosa da história. Williams resgatou a grande orquestra sinfônica e o uso de leitmotivs (temas para personagens), criando identidades sonoras instantaneamente reconhecíveis, de Tubarão (1975) à Lista de Schindler (1993), passando pelas fanfarras de Indiana Jones (1981), a sensibilidade de E.T - o Extraterrestre (1982) e a grandiosidade de Jurassic Park (1993). Neste ano, há uma grande expectativa para mais um lançamento da dupla, com Spielberg retornando à ficção científica em Dia D (2026).

Talvez a parceria mais famosa da história. Williams resgatou a grande orquestra sinfônica e o uso de leitmotivs (temas para personagens), criando identidades sonoras instantaneamente reconhecíveis, de Tubarão (1975) à Lista de Schindler (1993), passando pelas fanfarras de Indiana Jones (1981), a sensibilidade de E.T - o Extraterrestre (1982) e a grandiosidade de Jurassic Park (1993). Neste ano, há uma grande expectativa para mais um lançamento da dupla, com Spielberg retornando à ficção científica em Dia D (2026).

Talvez a parceria mais famosa da história. Williams resgatou a grande orquestra sinfônica e o uso de leitmotivs (temas para personagens), criando identidades sonoras instantaneamente reconhecíveis, de Tubarão (1975) à Lista de Schindler (1993), passando pelas fanfarras de Indiana Jones (1981), a sensibilidade de E.T - o Extraterrestre (1982) e a grandiosidade de Jurassic Park (1993). Neste ano, há uma grande expectativa para mais um lançamento da dupla, com Spielberg retornando à ficção científica em Dia D (2026).

03. Christopher Nolan e Hans Zimmer

03. Christopher Nolan e Hans Zimmer

03. Christopher Nolan e Hans Zimmer

Uma colaboração que leva ao limite as fronteiras entre música e design de som. Zimmer utiliza o minimalismo e experimentações eletrônicas para criar uma tensão constante, tornando a trilha parte indissociável da estrutura espacial e temporal dos filmes de Nolan, como no “tique taque” da trilha de Dunkirk (2017) ou na magnitude do espaço em Interestelar (2014).

Uma colaboração que leva ao limite as fronteiras entre música e design de som. Zimmer utiliza o minimalismo e experimentações eletrônicas para criar uma tensão constante, tornando a trilha parte indissociável da estrutura espacial e temporal dos filmes de Nolan, como no “tique taque” da trilha de Dunkirk (2017) ou na magnitude do espaço em Interestelar (2014).

Uma colaboração que leva ao limite as fronteiras entre música e design de som. Zimmer utiliza o minimalismo e experimentações eletrônicas para criar uma tensão constante, tornando a trilha parte indissociável da estrutura espacial e temporal dos filmes de Nolan, como no “tique taque” da trilha de Dunkirk (2017) ou na magnitude do espaço em Interestelar (2014).

04. Yorgos Lanthimos e Jerskin Fendrix

04. Yorgos Lanthimos e Jerskin Fendrix

04. Yorgos Lanthimos e Jerskin Fendrix

Uma das parcerias mais disruptivas da atualidade. Fendrix utiliza instrumentos desafinados, texturas mecânicas e harmonias imprevisíveis que traduzem visualmente o surrealismo e a estranheza das obras de Lanthimos, fugindo das convenções orquestrais de Hollywood. Curiosamente, Pobres Criaturas (2024), a primeira parceria da dupla, foi também a primeira trilha de um longa-metragem composta por Fendrix, já sendo indicada ao Oscar – feito que viria a repetir em 2026 com Bugonia.

Uma das parcerias mais disruptivas da atualidade. Fendrix utiliza instrumentos desafinados, texturas mecânicas e harmonias imprevisíveis que traduzem visualmente o surrealismo e a estranheza das obras de Lanthimos, fugindo das convenções orquestrais de Hollywood. Curiosamente, Pobres Criaturas (2024), a primeira parceria da dupla, foi também a primeira trilha de um longa-metragem composta por Fendrix, já sendo indicada ao Oscar – feito que viria a repetir em 2026 com Bugonia.

Uma das parcerias mais disruptivas da atualidade. Fendrix utiliza instrumentos desafinados, texturas mecânicas e harmonias imprevisíveis que traduzem visualmente o surrealismo e a estranheza das obras de Lanthimos, fugindo das convenções orquestrais de Hollywood. Curiosamente, Pobres Criaturas (2024), a primeira parceria da dupla, foi também a primeira trilha de um longa-metragem composta por Fendrix, já sendo indicada ao Oscar – feito que viria a repetir em 2026 com Bugonia.

05. Ryan Coogler e Ludwig Göransson

05. Ryan Coogler e Ludwig Göransson

05. Ryan Coogler e Ludwig Göransson

Terminando onde começamos, com os grandes vencedores do Oscar 2026. Amigos desde que se conheceram na faculdade em 2007, esta dupla é fundamental para entender a representatividade sonora no cinema de grande escala. Em Pantera Negra, Göransson viajou para a África para pesquisar instrumentos e ritmos tradicionais, fundindo com o hip-hop e a orquestra. Agora, em Pecadores, o compositor mergulha nas raízes do blues e da música gospel negra, fazendo uma ponte com a cultura afro-americana contemporânea, criando o alicerce de toda a narrativa do filme.

Terminando onde começamos, com os grandes vencedores do Oscar 2026. Amigos desde que se conheceram na faculdade em 2007, esta dupla é fundamental para entender a representatividade sonora no cinema de grande escala. Em Pantera Negra, Göransson viajou para a África para pesquisar instrumentos e ritmos tradicionais, fundindo com o hip-hop e a orquestra. Agora, em Pecadores, o compositor mergulha nas raízes do blues e da música gospel negra, fazendo uma ponte com a cultura afro-americana contemporânea, criando o alicerce de toda a narrativa do filme.

Terminando onde começamos, com os grandes vencedores do Oscar 2026. Amigos desde que se conheceram na faculdade em 2007, esta dupla é fundamental para entender a representatividade sonora no cinema de grande escala. Em Pantera Negra, Göransson viajou para a África para pesquisar instrumentos e ritmos tradicionais, fundindo com o hip-hop e a orquestra. Agora, em Pecadores, o compositor mergulha nas raízes do blues e da música gospel negra, fazendo uma ponte com a cultura afro-americana contemporânea, criando o alicerce de toda a narrativa do filme.

Conclusão

Conclusão

Conclusão

Lembrando: esses são só alguns exemplos e estão longe de representar exceções. O ponto é que a parceria permite que diretor e compositor desenvolvam uma linguagem própria, facilitando a comunicação e chegando a uma trilha que não seja só um fundo sonoro, mas sim parte integrante da narrativa.

Lembrando: esses são só alguns exemplos e estão longe de representar exceções. O ponto é que a parceria permite que diretor e compositor desenvolvam uma linguagem própria, facilitando a comunicação e chegando a uma trilha que não seja só um fundo sonoro, mas sim parte integrante da narrativa.

Lembrando: esses são só alguns exemplos e estão longe de representar exceções. O ponto é que a parceria permite que diretor e compositor desenvolvam uma linguagem própria, facilitando a comunicação e chegando a uma trilha que não seja só um fundo sonoro, mas sim parte integrante da narrativa.

Escrito por

Lex Bastos

Escrito por

Lex Bastos

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Lex Bastos

Professor de música e compositor de trilhas, graduado em História, com Pós-graduação em Cinema e Linguagem Audiovisual.

Professor de música e compositor de trilhas, graduado em História, com Pós-graduação em Cinema e Linguagem Audiovisual.

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